Salles investigado por ajudar madeireiras ilegais

A Polícia Federal amanheceu, ontem, à porta da casa do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em São Paulo, assim como em seus escritórios em Brasília e no Pará. Revirou tudo. A Operação Akuanduba investiga a eliminação da necessidade de documentos que comprovem a origem legal de madeira exportada a partir da Amazônia. Foram, ao todo, 35 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele também determinou o afastamento imediato do presidente do Ibama, Eduardo Bim, e de outros nove servidores. Segundo a PF, funcionários do ministério e do Ibama operavam um “grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais”. O Coaf ainda identificou movimentações suspeitas de dinheiro com trilha que chega ao escritório de advocacia de Salles, que teve os sigilos quebrados. (Globo)

Pazuello depõe hoje sob ataque do governo

A Advocacia-Geral da União anunciou, ontem, ter identificado duas obras sem licitação executadas pelo Ministério da Saúde durante a gestão de Eduardo Pazuello. Justamente o general que depõe, hoje, na CPI da Covid. A AGU é controlada por André Mendonça, um dos mais leais subordinados do presidente Jair Bolsonaro, que no momento disputa vaga no Supremo Tribunal Federal no papel de ministro ‘terrivelmente evangélico’. As obras, no valor de R$ 28,8 milhões, foram ordenadas por militares nomeados por Pazuello para a Superintendência Estadual do Ministério no Rio de Janeiro. A empresa escolhida, Lled Soluções, tem dois sócios envolvidos em escândalos por contratos com as Forças Armadas — um deles chegou a ser condenado em terceira instância. A justificativa para a ausência de licitação foi a pandemia, embora as obras, as reformas de galpões para arquivos e da sede do ministério no Rio, não tivesse relação com a Covid-19. (G1)

CPI ouve Araújo de olho em Eduardo Bolsonaro

A CPI da Pandemia tem hoje um depoimento que promete polêmica. O depoente é o ex-chanceler Ernesto Araújo, mas um dos focos da oitiva serão os eventuais danos causados por declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) contra a China, principal fornecedora de vacinas e insumos. Entre outras coisas, o filho Zero Três do presidente já acusou o país asiático de ser culpado pela pandemia. Os senadores querem apurar também o papel do assessor internacional da Presidência, Filipe Martins, tido como um dos integrantes do “Ministério Paralelo” que aconselharia o presidente à revelia do ministro da Saúde. (Folha)

O adeus a Bruno Covas e os rumos do PSDB

Morreu ontem, aos 41 anos, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Considerado a grande aposta para renovação do PSDB paulista, ele lutava havia três anos contra um cancêr no aparelho digestivo que se espalhou para os ossos. Bruno era neto de Mário Covas, fundador e um dos mais expressivos quadros do partido – e que também morreu de câncer, há 20 anos. Ele estava afastado da prefeitura desde o dia 2, e na sexta-feira os médicos declaram que seu quadro era irreversível. Em seu lugar assume o vice Ricardo Nunes (MDB), um político de perfil mais conservador, mas que angariou fama de “sério” e “ponderado” em dois mandatos na Câmara de Vereadores. (El País)

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