DOM PAULO MENDES PEIXOTO APRESENTA RENÚNCIA AO GOVERNO PASTORAL DA ARQUIDIOCESE DE UBERABA AOS 75 ANOS

DOM PAULO MENDES PEIXOTO APRESENTA RENÚNCIA AO GOVERNO PASTORAL DA ARQUIDIOCESE DE UBERABA AOS 75 ANOS
Após apresentar ao Papa Leão XIV a carta de renúncia ao governo pastoral da arquidiocese, conforme determina o Código de Direito Canônico ao completar 75 anos, Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo metropolitano de Uberaba-MG, relatou ter recebido uma palavra de incentivo do núncio apostólico, Dom Giambattista Diquattro. Segundo Dom Paulo, ao cumprimentá-lo pela data, o representante da Santa Sé comentou de forma descontraída: “Você ainda está muito jovem”. A observação foi interpretada pelo arcebispo como um sinal de que sua permanência à frente da arquidiocese ainda pode ser considerada, embora a decisão final caiba exclusivamente ao Papa. Aos 75 anos de vida e 20 de episcopado, Dom Paulo aguarda agora a manifestação do Santo Padre sobre o pedido de renúncia, que não tem prazo definido para resposta. Enquanto isso, segue exercendo normalmente suas funções pastorais. Conhecido pela proximidade com o povo e pela defesa da vida como eixo de seu ministério, Dom Paulo reafirma que permanece sereno e confiante na vontade de Deus e nas decisões da Igreja. Antes de assumir a Arquidiocese, Dom Paulo foi bispo da Diocese de São José do Rio Preto, (2005-2012) onde deixou marcas importantes no fortalecimento pastoral, na formação do clero e na organização administrativa. Seu episcopado na Igreja Particular rio-pretense foi marcado pela presença constante nas paróquias e pelo incentivo às pastorais e movimentos. Na última quarta-feira, 25 de fevereiro, a Catedral Metropolitana de Uberaba viveu uma noite de graça e memória durante a Missa em ação de graças pelos 20 anos de ministério episcopal de Dom Paulo. A celebração contou com a presença do cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, e amigo de longa caminhada de Dom Paulo, que destacou em sua homilia. “Dom Paulo não é apenas um administrador ou um líder; acima de tudo, ele é um pastor. E o pastor conhece suas ovelhas, caminha com elas e, muitas vezes, carrega-as nos ombros. Hoje, vemos aqui uma multidão que veio agradecer a Deus por esse pastoreio”, ressaltando a dimensão pastoral e a proximidade do arcebispo com o povo. Fonte: DHoje Interior